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Receita Federal inicia autuações digitais cruzando EFD e DCTF: sua empresa está preparada?

outubro 20, 2025

A partir de setembro de 2025, a Receita Federal iniciou uma nova fase de fiscalização digital com base no cruzamento direto entre a EFD-Contribuições (obrigação acessória que detalha as apurações de PIS e COFINS) e os valores informados na DCTF (Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais). Essa medida não apenas inaugura uma nova postura da administração tributária, como também acende um alerta importante: erros de apuração que antes poderiam passar despercebidos, agora são automaticamente detectados.

Quantas empresas foram notificadas pela Receita?

De acordo com a Receita Federal, 3.062 empresas serão notificadas até o fim do ano por divergências identificadas nesse cruzamento. O valor total em discussão ultrapassa R$ 1,2 bilhão, demonstrando a magnitude da operação. As notificações são feitas por meio de Aviso de Autorregularização, enviados pela Caixa Postal do e-CAC e por correspondência física.

Por que essas divergências estão acontecendo?

O SPED, que serve como base para a EFD-Contribuições, depende da captura e registro correto das notas fiscais eletrônicas. Empresas que não possuem uma ferramenta que automatize esse processo estão mais vulneráveis a falhas como:

  • Notas não capturadas e, portanto, não contabilizadas
  • XMLs armazenados em locais inacessíveis
  • Falta de controle centralizado sobre os documentos

Esses erros geram lacunas entre o que foi efetivamente movimentado e o que foi declarado. Quando chega a fiscalização, não há como justificar aquilo que não está documentado.

Como evitar autuações por divergências entre EFD e DCTF?

A prevenção passa por três eixos fundamentais:

  1. Captura automática de notas fiscais da SEFAZ com uso de certificado digital
  2. Armazenamento estruturado de XMLs com acesso auditável por data, CNPJ e fornecedor
  3. Integração contábil-fiscal que garanta a apuração correta de PIS/COFINS

Empresas do Distrito Federal, especialmente em setores como serviços especializados e comércio atacadista, estão entre as mais afetadas. Isso porque operam com altos volumes e regimes tributários que exigem precisão.

A solidez de um sistema como o Elo Fiscal

Plataformas como o Elo Fiscal se tornaram essenciais para empresas que desejam proteger sua regularidade fiscal. Além de capturar automaticamente os documentos, o sistema organiza, armazena e disponibiliza os XMLs em nuvem para a contabilidade, o que reduz drasticamente a chance de divergências.

Conclusão: regularidade fiscal exige previsibilidade, não reatividade

O volume de autuações e o valor das divergências sinalizam uma mudança de paradigma: não há mais espaço para erros operacionais na gestão fiscal.

Se sua empresa ainda depende de processos manuais ou não possui controle total sobre suas notas, esse é o momento de revisar sua estrutura. A adoção de uma plataforma como o Elo Fiscal não é apenas uma modernização: é um escudo contra passivos ocultos.

Referências

  1. Receita Federal do Brasil (e-CAC): https://www.gov.br/receitafederal
  2. SPED – Sistema Público de Escrituração Digital: https://sped.rfb.gov.br
  3. Manual da EFD-Contribuições: https://sped.rfb.gov.br/pasta/show/1566
  4. Sebrae Nacional: https://www.sebrae.com.br
  5. Conselho Federal de Contabilidade (CFC): https://cfc.org.br

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Bruno Oliveira

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